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A Regenta
AUTOR:
Leopoldo Alas
Editora:
Gayo Editorial
ISBN:
978-85-68526-00-2
Idioma:
Português
Formato:
16x23
Páginas:
782
Ano de Edição:
2015
Edição:
1º eDIÇÃO
VALOR:
R$ 66,85

RESENHA:
A Regenta é o primeiro romance de Leopoldo Alas "Clarín" publicado originalmente em dois volumes, entre
1884 e 1885.

Considerada a obra prima de Clarín e do romance espanhol do século XIX é um dos expoentes máximos
do naturalismo e do realismo progressista.

Ana Azores, às vezes chamada de Madame Bovary da Espanha, vive isolada pela negligência benigna do
marido idoso e é vitimada por uma sociedade tacanha, moralmente conservadora e misógina, que passa
por um declínio espiritual e psicológico.

Discorrendo sobre temas como o adultério, a questão feminina, a educação, a religião, a política e a
família, A Regenta somente pode ser publicada originalmente em Barcelona (Daniel Cortezo y Cía.), já que
se constituiu em um verdadeiro escândalo em sua época, sobretudo em Oviedo.

Durante o franquismo, Leopoldo Alas, como outros autores liberais do século XIX, foi repetidamente vetado
por aqueles que se encarregavam de preservar os princípios do nacional-catolicismo. Seu discurso foi
considerado inconveniente e perigoso pela ditadura.

Na atualidade, A Regenta é considerado o melhor romance espanhol do século XIX e o segundo mais
importante romance da literatura espanhola, atrás somente de Dom Quixote. Essa opinião é avalizada por
declarações de escritores e críticos como Mario Vargas Llosa e Gonzalo Sobejano.

Esta edição de A Regenta é a primeira tradução brasileira da obra, editada pela Gayo Editorial.

ARTE DA CAPA

A capa da obra "A Regenta" traz um retrato de Amalie von Schintling, de 1831, criação do pintor alemão
Joseph Karl Stieler.
 
Veja o Que Dizem Sobre a Obra:
“A Regenta, sua obra prima, é um dos melhores romances do século XIX. É um longo trabalho à altura de
Madame Bovary, de Flaubert” (Wikipedia)

“Leopoldo Alas "Clarín" descobriu o Naturalismo em 1881 tornando-se rapidamente um dos seus principais
propagandistas na Espanha. [...] A Regenta é a mais notável de suas obras e o mais belo romance
produzido pelo Naturalismo espanhol” (António Apolinário Lourenço - Universidade de Coimbra)

“Escrita entre 1883 e 1885, foi um êxito desde o primeiro momento. [...] Consciente da madureza do seu
romance, o própro «Clarín», em uma carta a um amigo, confessava sua emoção por ter escrito aos 33 anos
uma obra de arte” (Amazon)

“Os caracteres e os conflitos em A Regenta, estão expostos e analisados com extrema finura e precisão”
(Enciclopédia Mirador)

Sobre o autor Leopoldo Alas "Clarín" (1852-1901)

Leopoldo Garcia-Alás y Urenha nasceu em 25 de abril de 1852, em Zamora, e faleceu em Oviedo, a 13 de
junho de 1901.

De uma família das Astúrias, mudou-se para Oviedo aos sete anos, onde cursou o ensino médio. Iniciou a
carreira de jornalista em Madri, onde viveu de 1871 a 1878, ano que obteve sua tese de doutorado em
direito.

Retornou em 1883 para Oviedo, que seria o cenário de sua obra-prima A Regenta, para assumir o cargo de
professor de direito romano.

Adotou o pseudônimo de “El Clarín” em 1875. Era um liberal convicto e anticlerical que escrevia artigos
corrosivos. Veio a se tornar uma das vozes mais temidas na Espanha, o que lhe granjeou muitos inimigos
que acabaram sendo ofuscados por sua dimensão.

A Regenta é singular pela sua riqueza de matizes e a complexidade dos personagens, que acabam por ser
os próprios narradores da história, sendo que a representação do sacerdote é parte vital do livro.


 
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